quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Etiqueta e Protocolo

Ontem fiquei a saber que é de etiqueta e protocolo as pessoas serem convidadas para um casamento apenas com um mês de antecedência...

E o Pedro a comentar: "foste a penúltima pessoa a quem entreguei convite!"

Ainda bem que tenho amigos com outras etiquetas e protocolos!!! :)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

(SIC) - "situação in contexto"

Num fim de tarde, depois da passagem de turno, um café na copa, com a aragem fresca e luminosidade q.b a entrar pela janela semi-aberta para a maior lição que me poderia ter sido dada por quem me é Superior Hierárquico...

Apenas um Obrigado, que não poderá ser imediato...
Será um Obrigado perene, por ser um obrigado simbólico da construção de uma aprendizagem para o resto de toda a vida, para cada dia, de sempre!
Somos duas realidades, a maior parte das vezes: a janela semi-aberta e a janela semi-fechada - pres(sinto) angustiada.
Lembrou-me tanto a Prof.ª Ana Fialho: a atenção e o interesse demonstrados; a observação rigorosa do conjunto, imparcial; a análise construtiva frontal; a interpelação sem juízos de valor; o devolver das nossas próprias atitudes naquilo que vamos fazendo acontecer; a reflexão de como se pode agir e fazer de um modo diferente; a transmissão de "formas de estar" únicas de sentido e as mais adequadas; os valores a impregnar; a interpretação de quem sente as consequências do erro, subjectivo, de quem tem experiência e sabe e sabe e quis o melhor para mim na "situação in contexto".

Hoje

Ora portanto,

ter tomado o pequeno almoço na Versalhes com o Pedro na saída de vela

receber um convite de casamento de um AMIGO

um filme, do qual gostei de cada milímetro. Um filme que mostra a gente a ir pala vida, ora leve ora pesada.
"O Voo do Balão Vermelho, um filme que não deixa de puxar fios que conduzem a outros momentos (...). A imagem de um balão vermelho passeando sobre os telhados de Paris, ás vezes descendo ao nível das ruas (...), imanência de instrumento de uma intervenção estética sobre Paris (são muito bonitos os planos da cidade, gerais ou de pormenores, pontuados por aquela mancha de vermelho).
(...) É o resultado do confronto com o bulício parasiense e com outro modo de vida.
Song, através de uma câmara é a personagem que medeia o olhar de Hsiao-hsien Hou (...).
Representa-o sob duas personagens centrais, a mãe que é Juliette Binoche e o filho com quem ela raramente tem vagar para estar. Podia-se chamar «Dois Tempos» porque são tempos diferentes conforme quem está em cena. Nos passeios por Paris com Song - a ama, estudante de cinema Taiwanesa, que ajuda a cuidar de Simon de 7 anos -o tempo estende-se, é um tempo contemplativo, atrasado até pela música; nos planos com Binoche - mãe de Simon, Suzanne é uma marionetista que utiliza os seus talentos vocais para trazer à vida os espectáculos que ela escreve, estando completamente absorvida pelo seu novo espectáculo, a mãe solteira é ultrapassada pelas complicações da vida moderna - há tensão e aceleração, outro ritmo e outro tempo.
Hou comenta um modo de intimidade familiar em desequilíbrio, em desajuste."

Salta de telhado em telhado, de história em história, de segredo em segredo. Parece-me que é chegada à hora. Estamos sempre em viagem, os objectos da nossa inquietação vão mudando, o balão vermelho sabe há muito ao que veio, sabe há muito o que é suposto fazer na sua viagem. Não plana ou flutua, assume o voo picado. Não, não se trata de um predador. É apenas o balão vermelho.


um pastel de nata em Belém

um jantar vegetariano acompanhado de sumo de caju

um fim de noite no Hard Rock Café


saboreando-se o alento de coisas boas num copo sem fundo

Muitos disparates: creio e quero acreditar que se deveram ás horas de sono não dormidas...
Até quase que mereciam ser enumerados numa lista!

Obrigado a quem pacientemente a sorrir me foi escutando, e corrigindo!

domingo, fevereiro 24, 2008

José Luís Peixoto

« - Porque é que ainda hoje hesita em falar de si como escritor?
Escritor é uma palavra que associo a outras pessoas, à volta das quais construo um espaço mítico. Escrevo livros, mas faço muitas outras coisas. Lavo a loiça, vou ao supermercado, ás Finanças, faço a inspecção do carro... É verdade que já tenho indícios de que não há melhor forma para descrever aquilo que faço, embora eu não seja apenas o que faço profissionalmente. Há momentos em que preciso de não ser escritor. Sou uma pessoa completamente banal.

- Em Portugal, é raro poder-se viver exclusivamente da escrita. Como se consegue isso?
Posso dizer que tive sorte ou que algumas coisas me aconteceram, mas também tenho de fazer justiça a mim próprio: trabalhei para que assim acontecesse e continua a ser assim, dia após dia. Em todos os romances que escrevi tive de superar a vontade permanente de não os escrever. É mais fácil não escrever do que escrever.

- É um processo doloroso?
Num certo sentido é, mas tudo o que vale a pena é doloroso. (...). Escrever tem o esforço e recompensa, como todas as coisas que são efectivamente reais. O prazer depende do esforço. Escrever é passar muitos dias fechado numa casa, a trabalhar e a pensar naquele mundo e naquelas palavras, deixando tudo o resto de fora. Mas quem não sabe o valor de ter duas ou três páginas escritas de um romance e pensar que aquilo é a minha verdade é uma pessoa que não escreve.

- Não escreve diariamente?
Quando estou a escrever funciono um pouco de forma obcessiva. Há pouco disse que não sou só escritor, mas há períodos em que sou só escritor em todos os momentos do dia. Vejo o mundo pelo filtro dessa matéria que são as palavras. Assimilo tudo e tenho consciência disso de uma forma muito verbal. (...) Quando escrevo um romance, o meu espaço é muito maior, sinto-me mais amplo, tenho mais alternativas, mais possibilidades. (...) Há sempre um mundo que anda connosco. Se fechar os olhos ele está aqui. Faço parágrafos nos pensamentos. É uma coisa esotérica (...).

- E quais são os seus princípios?
São altamente subjectivos e díficeis de definir, mas acho que têm alguma a coisa a ver com querer entender os outros entendendo-me a mim próprio. Procurar o meu lugar na medida em que ele faz parte de alguma coisa que é a Humanidade. Crescer, aprender e ficar mais próximo do bem. Não agredir. Não violentar. Há palavras que estão fora de moda, mas que são essenciais. Uma delas é aquilo que procuro mais: a bondade. É uma palavra fora de moda, mas tão bonita! A todos os níveis.

- Não se desilude?
Sim. Mas a culpa das desilusões é minha. Não vejo como possa ser de outra maneira.

- É o medo da morte chegar assim?
Quando temo mais a morte é quando estou mais afastado dela. Quando ela aparece, torno-me mais sereno na forma de a antever. Porque a única coisa que se pode fazer é viver o melhor possível, não fechar os olhos. Isso é que é doloroso (...).

Acredito muito nas coisas que dão trabalho. Tenho muita pena que os nazis tenham dado à expressão "o trabalho liberta" uma conotação horrível. O trabalho traz dignidade para quem o exerce. Não acredito que as pessoas que não trabalham sejam indignas.»

Entrevista de Cristina Margato

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Long Nights

Hoje vinha para casa no sossego da noite quando na rádio passa esta música. Dei por mim a lembrar este filme e e um exercício que nos fora sugerido no último dia na pós graduação

"Imaginem que...



- A quem escreveriam uma carta?
- O que diriam?
São capazes de aceitar o desafio? Se sim, escrevam-na!"

Nos meus pensamentos escuto, não não sou... e a certeza de que as coisas que ficam por dizer aquando de uma despedida e no confronto com limites são terríveis.
"Amo-te"
"Perdoa-me"
"Eu perdou-te"
"Obrigado"
"Adeus"

Um filme de uma intensidade emotiva que condensa momentos únicos e marcantes de uma existência emblemática...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Sonhos pop

«Na década de 1990, havia um anúncio a batatas fritas que terminava com uma pergunta: "Até que idade pensas divertir-te?". A ideia era mostrar que, contrariando as gerações anteriores, nada havia de reprovável ou pateta em uma pessoa manter comportamentos adolescentes mesmo quando já se está nos 25, nos 29 ou nos trinta e tal anos.
A noção tem tanto de louvável como de discutível mas é uma realidade.
Exemplos? David Fonseca, 34 anos, um dos (...) fazedores de música (...) nos últimos dez anos. "Não conheço nenhum adulto da minha idade. Isto partindo do ponto de referência dos meus pais com a minha idade. Eles eram adultos, no sentido em que nós achamos que um adulto é suposto ser. A minha geração é uma coisa diferente. Vivemos sistematicamente trancados na visão do passado, naquilo que nos emocionou quando tínhamos 15, 17, 20, 23 anos. O que me faz pensar se uma pessoa vai passar a vida toda a tentar reproduzir, a voltar atrás até à descoberta da adolescência. Eu quero acreditar que não, que haverá uma certa idade - que não sei quando é que chegará (risos) - em que as coisas serão encaradas mais numa perspectiva de futuro do que de passado." Medo de envelhecer? "Absolutamente nenhum. Nunca compreendi esse medo e o medo de tornar-se uma pessoa diferente.
(...) a segunda vida, a vida paralela, a vida que está ainda por mostrar - "I'm not the man they think I am at home. Gosto que os meus discos tenham uma lógica circular, mas ainda mais neste caso em particular, pois queria transmitir um pouco o ar que os sonhos têm: em espiral, intemporais"».

Time Out Lisboa

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

dias à chuva














«Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas...»

Cesário Verde

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Hoje na boca de um Homem cinquentenário apanhei a seguinte frase:

Num romance calicodoce, os obstáculos não chegam a doer, são vencidos muito rapidamente; não há sobressaltos de alma...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Troco um poema por um beijo

«Sou muito desorganizado. Deixo-me encantar facilmente pelas coisas, pelas ideias. Escrever domina a minha existência. Quando escrevo sou obcessivo. Não consigo planear. Não gosto de fazer pausas. Sou capaz de estar longas horas a escrever. Quando não estou a escrever estou a pensar nisso. O que também me traz alguns dissabores. Isolo-me do mundo, das pessoas. Sobra-me pouco tempo para os outros.
Troco um poema por um beijo. Nem que seja um poema extraordinário. A vida é muito mais importante que a escrita. Quero ser primeiro homem e depois escritor. As pessoas inspiram-me. Fazem-me rir e chorar. Não gosto da solidão, mas preciso estar só para escrever. Acontece que, por vezes, tenho melancolia para a troca. Adoro estar com os meus filhos, tenho uma relação muito física com eles. Acredito muito nas relações de afecto. É fundamental dizer ás pessoas que amamos, que gostamos delas. Mas nem sempre é fácil.»

José Luís Peixoto

terça-feira, fevereiro 12, 2008

After Hours

Da calçada da rua, as janelas atrás da sacada do prédio pombalino deixam transparecer uma luz alaranjada, suave e misteriosa, apetecível de ser observada de dentro e de fora.
Nos primeiros passos prévios perscruto o que está para lá do portão de ferro. A expectativa do que iremos encontrar.
Entro num pátio desolado com caixotes do lixo encostados à parede e uma bicicleta perdida entre eles. Atravesso-o e sobem-se as escadas enegrecidas de madeira, quase podre. Ao subir-se o outro lance de escadas parece que os nossos pés estilhaçam o que pisam e o ranger da madeira acompanha-nos até ao primeiro andar. Estou em casa de alguém, que não sei de quem. No hall da casa, à esquerda, um balcão com ligação à cozinha. Mesmo em frente a este uma porta de madeira pintada de cinzento que se abre para uma sala com chão flutuante de madeira já “com bicho” coberto por uma carpete bordou com as pegadas de sapatos de quem calcorreia avenidas e ruas e ruelas. As paredes são laranja com pontos pretos e pintadas ainda de verde. A sala é tingida de cores e tons de presença. Os tectos altos em gesso creme parecem estar em zanga e briga permanentes com as paredes coloridas, ao mesmo tempo, que lá do alto parecem sustentar por fios invisíveis o chão de madeira com o fim último de albergar todo o recheio da casa.
O pó respira-se, a humidade cheira-se. Pensamento: não recomendável a quem sofra de alergias.
Ao meio da sala uma estante baixa com duas pequenas prateleiras com livros velhos tombados. Em cima dela, uma televisão ligada, pequena, que não funciona, transmite as vibrações características, a preto e branco. De um lado da televisão uma cafeteira. Para trás da estante forma-se um corredor largo nesta sala e ao meio um piano, fechado, que outrora deve ter sentido a avidez de dedos compridos e suaves a tocarem as suas teclas, do eco do som melódico e afinado a espalhar-se. No centro da sala, ainda que o seu aspecto seja o de ter estado anos e anos num sótão ou cemitério de pianos sem ninguém saber da sua existência, enternece o ambiente.
As luzes mesclam as sombras. Os candeeiros de luz amarela improvisados apresentam as pessoas em tons de sépia. As pessoas, algumas, não muitas, são o sinal mais intenso de habitabilidade existente nesta casa.
Um rapaz e uma rapariga estão sentados de frente um para o outro numa mesa baixinha, que podia ser uma das mesas que havia em casa da minha avó. Conversam. Em cima da mesa está um xilofone.
Agachada, detenho-me um pouco na estante dos livros, onde encontro revistas familiares «Time Out» e um livro intitulado «A saúde pelo limão» que abro ao calhas numa página e que me faz rir: o sumo de limão tomado com um pouco de mel faz bem à mente, clarificando-a. Alguém que desconheço observa-me enquanto leio e me rio. Enceta conversa e demonstra curiosidade em folheá-lo.
Pouso o livro. Passo para outra sala. Nesta sala não há luz, só a penumbra da luz da sala de onde venho e de um corredor muito iluminado que tem uma mesa rectangular cheia de garrafas vazias de cerveja e uma cadeira vazia de cada lado da mesa. Esta sala é uma sala diferente da anterior. Tem sofás de tecido já roto com mantas também de tecido por cima deles e mesas minimalistas manchadas das bases dos copos e um pequeno estrado onde se improvisa música chillout. Há grupos pequenos de pessoas por ali sentados. Para ouvir parte do concerto sento-me numa das cadeiras de escritório em pele confortáveis de braços, sem pés, que se podem arrastar pela a alcatifa.
Já quase de saída, em mais uma volta circular, meto o nariz novamente em todos os recantos e descubro uma casa-de-banho de azulejos e uma divisão semi-fechada com uma frincha aberta que deixa antever muitos cabos e fios e aparelhagens, parecendo tratar-se de um mini-estúdio.
Os espanhóis continuam no quarto do fundo transformado em sala, em amena cavaqueira, sentados todos em roda no chão, recostados à volta de uma mesa de verga castanha escura. Pequenos grupos dispersam-se pela sala dos quadros de fotografias. Um rapaz e uma rapariga bebem chá num canto de uma mesa de jantar redonda.
A pequena varanda estreita em largura e pequena em comprimento parece aproximar as pessoas de interesses mais divergentes e motivações mais distintas. No espaço mais exíguo desta casa é onde se encontra a multidão! Talvez pelo facto, de por aqui, não haver espaços iguais e as pessoas que por lá se encontram apresentarem formas de estilo tão diferentes, isso explique a vontade de se sentarem e de “tertuliarem” numa língua qualquer. Chegamos e há quem comece a falar connosco do nada e de coisa nenhuma e não se cale e, por fim, se levante para nos ceder o lugar onde se ouvem restos ou inícios de conversas, onde se descobrem os feelings de um cruzar de uma Lisboa velha com uma Lisboa nova, de um mundo inconfessável, do prazer de um ambiente desconstruído e alternativo.

domingo, fevereiro 10, 2008

Fim de dia de um fim-de-semana XXL

Este fim de dia foi de regresso.
Ainda tenho o saco por desarrumar em cima da cama. Cheia das nossas refeições longas e demoradas, dos nossos risos e das nossas gargalhadas, do “djiduridum”, das novidades boas de cada um, das cumplicidades que nos enrolam uns nos outros, da noite de dança colada a já tantas outras noites, do sono que me pesa (mais agora no fim da tarde), do sol que nos inundou no passeio de manhã pela lagoa...
Matar saudades vossas fez-me ganhar horas dos dias! E soube tão bem: trago-vos comigo...

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Comédia Dramática

Depois de 8 horas de trabalho precisávamos de tricotar o dia, de nos desprender de muitas coisas que nos inundam, de bebericar conversas deste e de muitos outros dias passados, de estarmos noutro espaço, de partilhar as coisas mais significativas e insignificantes...
- Vais estudar?
Franzir de olhos. «- Não, não me está a apetecer muito!»
Desafio: «- Vamos beber um café?»
Sem saber aonde mas depois já com destino delineado, um carro cruza-nos. Em marcha lenta , do lado de dentro, pelo vidro que vai descendo, escutamos uma frase de meter conversa.
Como de costume faço o papel de não saber estar calada nas alturas em que assim o deveria e, para além disso, como se tal ainda fosse pouco e já não bastasse, profiro as coisas mais disparatadas e inimagináveis: - Vamos beber café!!! Quer vir connosco?
Uma cotovelada em voz baixinha: «-M.João não inventes! Estás-te a passar?»
- Aonde?!
- Ali! Venha connosco! (risos).
Instantaneamente: arrependimento!
E depois a certeza de que a argolada em que me acabo de meter e de nos meter é do tamanho do dia. Foi um dizer de uma coisa não reflectida que deveria ser, por outrém, agradecida e imediatamente negada. Simplesmente isso, e cada um a seguir o seu caminho. Assim, não aconteceu.
«E agora?» - penso: como é que me vou desembrulhar de um não convite ter sido interpretado como convite?
Apenas uma certeza: depois do portão, dentro daquele carro... espera.
Só se vislumbra uma solução: encetar um plano de acção de fuga.
1) Fora de questão ir a pé
2) Vamos de carro
3) Evitar a saída evidente
4) Sair de carro pela saída diametralmente oposta
5) A ideia de um café no sítio A ou nas imediações completamente eliminada
6) Pensar em alternativas
7) A congeminação de uma desculpa - inevitável - num futuro próximo aquando do confronto
...
Um café-lanche-jantar-serão a serem antecedidos por um pré fim de dia de uma brincadeira maldosa, daquelas que só me lembro de ter feito em criança traquina, como p.ex. ligar para um número de telefone desconhecido e fazermo-nos passar por netas daquela avó que nos atende do outro lado da linha e voltar a ligar mais vezes para o mesmo número, construindo histórias sem fim; tocar ás campainhas e depois fugir para nos escondermos e rirmo-nos muito, quando na correria ainda escutamos através do intercomunicador "Quem é?" e depois já escondidos espreitamos as pessoas que se assomam à janela no vislumbre de alguém que não se deixa ver, nós.
...
Resultado: aquele estado excitante e de boa disposição em que nos rimos despregadamente.

Sorry!