A vida foi necessariamente preenchida com os cinco filhos, um filho adotivo, a profissão de professora e a química, entre Moçambique e Portugal. A velhice é ingrata, assim como a solidão, neste mesmo espaço, demasiado claustrofóbico, sem nada de especial para fazer. Os dias sucedem-se iguais nos meses e nas rotinas de todos os dias. Não sendo a sua casa é como se fosse, mas desprovida de todas as memórias significativas, como se todas as recordações tivessem ficado do outro lado do oceano. Restam as poucas visitas que têm o sabor de um amor profundo e intenso, as caras que se tornaram familiares, a música que talvez possa fazer despertar emoções e a esperança, dia após dia, para os sonhos, magnetos da vida presente, frágil.
Sou a Maria João Pingarilho, tenho 35 anos. Por circunstâncias da vida moro em Lisboa. Sou natural de Estremoz e adoro esta cidade e particularmente o Alto Alentejo. Tenho uma filha, a M., companheira para toda uma viagem! A minha profissão permite-me uma interacção com o Outro muito especial e conhecer pessoas.
Este blog como tantos outros é inspirado naquilo em que acredito, e na vida!