sábado, agosto 19, 2006

Encontros ocasio-nocturnos

Gosto de encontros assim, de ver amigos de quem tenho saudades.
Tinha combinado encontrar-me com uma Amiga, no fim do turno da tarde de sexta-feira, e aproveitar a sua “humilde boleia” até casa. Estava contente por poder estar um bocadinho com a Mara e poder partilhar coisas com ela… E eis que a Mara, entretanto, liga ao Ricardo e somos aliciadas a ir ter com ele. Paragem pelo Saldanha, pelo estamine do «Rebal», um porreiraço. O Ricardo estava com um Amigo, o Hugo, e assim teve início uma noite entusiasmante, com o prazer de um cachimbo de água, de uns crepes com gelado de baunilha regado com chocolate e de umas jolas sem álcool.
Progredimos incursão nocturna com a Mara a fazer uma grande entrada na rotunda da Rua da Estefânia e com o Ricardo a estacionar o carro perpendicularmente a todos os outros ;)
A paragem que se avizinhou foi a Tasca dos Marinheiros. Uma mesa, a companhia uns dos outros, imperiais, uma folha branca e uma caneta, e ainda um estonteante brainstorming megalómano, idiota de tantas as ideias fervilhantes… O destino apresentou-nos o SinghSingh, e a partir daí, creio que tudo mudou: a nossa noite foi outra! Agora vamos esperar uns dias para ver o resultado final. Mas parece-me que este foi o princípio de um grande princípio… O Ricardo fez um bom negócio: comprou um peixinho azul que brilhava.
Depois ligámos à Sara que estava por ali perto. E a Sara veio ao nosso encontro com a Joana e com o Fernando, ficando assim reunidas as condições ideiais para a continuação de uma noite, grande. A pé, prosseguimos e fomos ter aos salgadinhos e aos croissants com chocolate, para aconchegar o estômago. Conhecemos o Capitão (não me lembro do resto do nome), uma personagem “típica” do Bairro Alto, que desejou fotografar o Ricardo. Depois parámos à porta das Primas e conhecemos o Filipe, outra personagem, que se encantou pela estudante de engenharia, Mara…;)

A noite foi nossa... com conversas intermináveis que sabem sempre a pouco, com aquelas peripécias que só acontecem a pessoas especiais, com os sinais de trânsito a não existirem, com o Ricardo como co-piloto, com a Sara a tentar definir percentagens sobre tendências (...), com a Mara a esforçar-se para cantar Adriana Calcanhoto às 4h20m … Não podia ter matado saudades da melhor maneira. Uma noite “quentinha” no regaço da vossa companhia e dos vossos sorrisos… Soube bem. Soube a reencontro. E os reencontros aquecem-nos o coração.

sábado, agosto 12, 2006

Um dia um bocadinho difícil...

Dias antecedentes: desalinhada, perdida no meio de tudo, com falta de paciência e de coragem para os preparativos inerentes às mudanças. Não gosto das fases prévias ás mudanças: seleccionar as coisas, arrumá-las, empacotar outras… Irrita-me ainda mais o carrego do peso (carrega, descarrega), desfazer as malas, e ter de arrumar tudo outra vez… ficando sempre alguma coisa importante esquecida nos confins de tudo o que fica para trás.

Sempre a ajuda dos meus pais, sem os quais ainda estaria totalmente perdida!!!

Carta: Ana, Gonçalo, Nélio e Ruben

Deitada sobre o céu está uma lua alaranjada, que me traz recordações de noites cheias e de noites de contemplação...
Caríssimos Amigos:
Este Verão foi diferente de todos os outros. Faltou-me o tempo e simultanemamente faltou-me aquilo que rebenta no coração, a vossa companhia. Faltaram as grandes noites perdidas no tempo...
Faltaram as nossas idas às piscinas, os lanches e aquelas noites, Ana.
Faltaram as conversas filosóficas sobre o mundo, culturais, sobre o nada e sobre o tudo, à altura de quem "tem personalidade jurídica", Gonçalo.
Faltaram os diálogos (na maioria das vezes difíceis) com o Nélio, e inclusivamente os monólogos, como quando ele ousava não deixar mais ninguém falar e desatava a discutir connosco e já não se calava.
Faltou a presença do Ruben (a sua amabilidade e o seu humor genuíno), que está embrenhado no trabalho de fim de curso e que nem sequer tive o privilégio de ver.
Ana obviamente que me teria de despedir de ti, independentemente da forma.
Gonçalo tenho pena de não termos estado juntos mais tempo, soube a pouco.
Do Nélio despedi-me, como pôde ser.
Tenho o feeling que não irei ver o Ruben tão depressa, mas tenho de lhe enviar uma mensagem.
Saudades de tudo. Saudades de Estremoz. Saudades do que fica para trás. Saudades vossas. Talvez porque "O olhar parou - mas onde? (...) uma cidade não são apenas as paisagens da rua, os monumentos, os sítios ritualizados, mas é também, mas é sobretudo, uma estranha e indefinível relação entre corpos e espaços, entre afectos e formas, entre lágrimas e luzes." (Eduardo Prado Coelho)

sexta-feira, agosto 11, 2006

Laços de Amizade

Ontem, enquanto esperava a vez de pagar no Pingo Doce, a minha mãe disse: - Já viste quem está ali?
Era um Amigo, daqueles Amigos que queria muito visitar, mas que o tempo ainda não tinha proporcionado tal encontro. Cumprimentámo-nos, como só os Amigos sabem, com a sinceridade estampada no rosto e um gesto de saudação efusivo, pelo tempo que já não nos víamos e por aquele encontro, ali, ao acaso.

O melhor de ontem,
um convite generoso,
de hoje
ir a Casa de um Amigo
que é como um abraço
feito de letras,
palavras,
expressões,
fonemas
oriundos
tanto da
Língua Materna
como da China
ou da Catalunha
bem como do
gosto pela Vida
e de vivências
cheias de significados.

Sentada na confortável “cadeira do realizador”, eis que se junta “à amena cavaqueira” um Amigo do meu Amigo e assim nos deixámos ficar a conversar nesta manhã quente de Verão, com uma brisa suave a entrar pela janela do escritório aconchegante, sempre na companhia de Amigos, isto é, «(…) de alguém de cuja presença se gosta, por quem se tem admiração, em cuja companhia se aprende» (uma das melhores definições que já li para a palavra Amigo) (Miguel de Sousa Tavares, in Equador). Acrescentaria apenas: Amigo é uma referência, a qual fica sempre tatuada em nós, e mesmo à distância acompanha-nos, tal como a companhia das palavras, dos poemas, dos livros...
Não sei escrever momentos mas queria dizer:
OBRIGADO, Querido AMIGO! – pelo convite para um pedaço de tempo tão agradável, pelas horas do tempo vividas, pelas conversas em que nos descobrimos cheios no resto do tempo, pela troca de tantas ideias, pelos presentes tão especiais com dedicatórias (que me irão acompanhar e fazer companhia nos próximos tempos), pelas pequenas coisas do lado de dentro de vós, por tudo o que somos quando somos nós…
…com a certeza de que «os Loucos de Hoje são os Homens de Amanhã» e que «o Ponto de Partida é sempre o Ponto de Chegada»!!!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Simples

Apetecia-me que não hovesse enleios tecidos na alma.

Apetecia-me que o mapa da vida fosse como

«O INFINITO DE ENTRE-OS-BRAÇOS
Entre
dois
braços
abertos
tudo
cabe,
se
é
o
sonho
que os
abre!»

António Simões, in "A Festa das Letras", 1995

quarta-feira, agosto 09, 2006

Férias ;)

Passeio à beira-água - Sensação de paz - Encontros - Paço de Arcos - Jantar com a Laura, a Rita e a Gui - Festas de Porto Salvo - Risos - Um par a dançar - Passeio nocturno, na praceta - Continência ao Capitão - Reconhecimento do espaço - Horas de dormir - Levantar cedo no outro dia - Apanhar o comboio - A mesma sensação de paz tatuada na alma.


O tempo a não exisitir - Com amigos - Dias luminosos - Tempo inteiro - Lugares - Sol - Santo André - Praia - Porto Covo - Gelados deliciosos - Sabor a fim de tarde - Família da Sílvia - Refeições em dias solarengos nas imediações do pinhal - Anos do Hélder - Caipirinhas - Gargalhadas desprendidas - Picasso’s Bar - Lagoa - Discoteca Alex - Estrelas - Carros - Estrada - Viagens - Aquele mar azul e infinito - Nascer do Sol - Ter vontade - Vacaria - Sonhar - Olhares nus, entregues à sorte e aos olhos que nos encontram por dentro - Dias dourados - Respirar a vida de um trago só - Noites - O concerto de David Fonseca - Entre amigos - Descobrir cumplicidades - Malta da pesada - Sílvia, Mónica, Edgar, Hélder, Mário, Sue - Dizer muitos disparates e sentirmo-nos crianças - Risos que transbordam - Sombreiro (chapéu à Floribela) - Óculos de sol do mesmo “estilo” - Calor - Cartas - Sueca - Uno - Sudoku - Nuno - Tubarão - Sandra - Bikinis - Sestas - Sal na pele - Ondas que levantam e metem uma ponta de medo, o que dá mais gozo - Mergulhos sem fim - Mar enorme, bom - Uma lontra na água - Sol ao sol - Brincadeiras à putos - Adrenalina - Karting - Banho no fim do dia - Lanches e jantares em casa da Mónica - Casa do Mário - Primos do Mário - Polícia e ladrão - Noites encantatórias - Sentidos dispersos - Por onde o tempo é mais tempo e onde o tempo passa sem pressas - A vida a acontecer - Saudades - A certeza de que guardarei, para sempre, dias assim, momentos assim, pessoas especiais.

Com a Dr.ª Teresa e com a Dr.ª Flora - Noite de contemplação - Passeio marítimo a Oeiras - Ciclovia - Farófia - Agradável - Partilhas segredadas.


Gerês - Companhia fantástica - Sílvia - Estrada em frente - Ser co-pilota - Caminhos a percorrer - Música - Curvas e contra-curvas - Sara . Janito . Camila . Alexandre . Amizade . Laços de afecto - Natureza - Sons de água límpida a escorrer, o canto de pássaros nas árvores - Dias renovados - Cascatas que caem em piscinas - Pleno verão - Revelações - Paisagens magistrais - Casa acolhedora no meio da mata - Descobertas - Amanhecer - Barragem da Caniçada . De um tom azul esverdeada iluminado pelo sol - Gaivotas - Canoas - Bóias . Gritos - Fotografias - Fragmentos de nós - Passeio a cavalo - Passeio pedestre - Fenda da Calcedónia . Com Medo . Desportos radicais . Acontecimento insólito . Passar por debaixo das pernas do Ricardo . Risada geral . Precipício . Perigo iminente . Pele esfolada - Contentamento - Piscina das termas - Equimoses, mais mas nenhuma maior do que a anterior - Noite de caipirinhas - Serenatas de uno - Bagagens - Regresso.

Albufeira - «O mar, onde a água, o sal e um sol (...) se uniam» - Caixinha de fósforos - Café a cinco euros . Vingança . Cinzeiro verde - Casino de Vilamoura . Slot machines - Levante - Saudade (pesar pela a ausência de alguém que nos é querido) - Amigos de longa data - Família Teles e Família Fafaiol . Rita . Gui . Carlitos - Tempo solto pelos dias - Como uma onda - Passeios à beira-mar - Fim do dia na praia, quando o sol já se escondeu e apenas uma luz muito ténue define contornos . O gosto a sal - Hora em que tudo sabe bem . «Por maior que seja o amor, a dor, a tristeza, o poder de um coração, ninguém pode recriar o mar. Em sítio mais nenhum.» Praias privativas. - Marina de Albufeira - Linha do horizonte - Horizonte azul - Infinito - Bronze - Equador - Sono por dormir - Varanda - Sonhos teimosos de partir - Voo do pensamento para longe - Sem querer - Pontes de sonhos - Ideias avulsas - Passeios de barco - Brisa suave - Canções . Duetos com a Gui . A dança do tubarão - Dominó - 4 em Linha - Banhos de sol - Gaivotas - Dormitar - Crepes - Gelados - A grelha do tio Manel - O cair e a luz da tarde - Pôr do sol . Cores intensas: laranja, amarelo, rosa - Rua do Cavaco - Confidências - Liberto’s Bar . - Última noite . Sex in the bar . Dançar - Rita descalça - Lua cheia - Céu a descoberto - Areia quente - O tempo perdido do tempo.