Sonhos pop
«Na década de 1990, havia um anúncio a batatas fritas que terminava com uma pergunta: "Até que idade pensas divertir-te?". A ideia era mostrar que, contrariando as gerações anteriores, nada havia de reprovável ou pateta em uma pessoa manter comportamentos adolescentes mesmo quando já se está nos 25, nos 29 ou nos trinta e tal anos.
A noção tem tanto de louvável como de discutível mas é uma realidade.
Exemplos? David Fonseca, 34 anos, um dos (...) fazedores de música (...) nos últimos dez anos. "Não conheço nenhum adulto da minha idade. Isto partindo do ponto de referência dos meus pais com a minha idade. Eles eram adultos, no sentido em que nós achamos que um adulto é suposto ser. A minha geração é uma coisa diferente. Vivemos sistematicamente trancados na visão do passado, naquilo que nos emocionou quando tínhamos 15, 17, 20, 23 anos. O que me faz pensar se uma pessoa vai passar a vida toda a tentar reproduzir, a voltar atrás até à descoberta da adolescência. Eu quero acreditar que não, que haverá uma certa idade - que não sei quando é que chegará (risos) - em que as coisas serão encaradas mais numa perspectiva de futuro do que de passado." Medo de envelhecer? "Absolutamente nenhum. Nunca compreendi esse medo e o medo de tornar-se uma pessoa diferente.
(...) a segunda vida, a vida paralela, a vida que está ainda por mostrar - "I'm not the man they think I am at home. Gosto que os meus discos tenham uma lógica circular, mas ainda mais neste caso em particular, pois queria transmitir um pouco o ar que os sonhos têm: em espiral, intemporais"».
Time Out Lisboa

2 Comments:
Ai está um post q retrata uma realidade tao proxima do que sinto..
:) Também me identifico, muito...
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