Hoje
Ora portanto,
ter tomado o pequeno almoço na Versalhes com o Pedro na saída de vela
receber um convite de casamento de um AMIGO
um filme, do qual gostei de cada milímetro. Um filme que mostra a gente a ir pala vida, ora leve ora pesada.
"O Voo do Balão Vermelho, um filme que não deixa de puxar fios que conduzem a outros momentos (...). A imagem de um balão vermelho passeando sobre os telhados de Paris, ás vezes descendo ao nível das ruas (...), imanência de instrumento de uma intervenção estética sobre Paris (são muito bonitos os planos da cidade, gerais ou de pormenores, pontuados por aquela mancha de vermelho).
(...) É o resultado do confronto com o bulício parasiense e com outro modo de vida.
Song, através de uma câmara é a personagem que medeia o olhar de Hsiao-hsien Hou (...).
Representa-o sob duas personagens centrais, a mãe que é Juliette Binoche e o filho com quem ela raramente tem vagar para estar. Podia-se chamar «Dois Tempos» porque são tempos diferentes conforme quem está em cena. Nos passeios por Paris com Song - a ama, estudante de cinema Taiwanesa, que ajuda a cuidar de Simon de 7 anos -o tempo estende-se, é um tempo contemplativo, atrasado até pela música; nos planos com Binoche - mãe de Simon, Suzanne é uma marionetista que utiliza os seus talentos vocais para trazer à vida os espectáculos que ela escreve, estando completamente absorvida pelo seu novo espectáculo, a mãe solteira é ultrapassada pelas complicações da vida moderna - há tensão e aceleração, outro ritmo e outro tempo.
Hou comenta um modo de intimidade familiar em desequilíbrio, em desajuste."
Salta de telhado em telhado, de história em história, de segredo em segredo. Parece-me que é chegada à hora. Estamos sempre em viagem, os objectos da nossa inquietação vão mudando, o balão vermelho sabe há muito ao que veio, sabe há muito o que é suposto fazer na sua viagem. Não plana ou flutua, assume o voo picado. Não, não se trata de um predador. É apenas o balão vermelho.
um pastel de nata em Belém
um jantar vegetariano acompanhado de sumo de caju
um fim de noite no Hard Rock Café
saboreando-se o alento de coisas boas num copo sem fundo
Muitos disparates: creio e quero acreditar que se deveram ás horas de sono não dormidas...
Até quase que mereciam ser enumerados numa lista!
Obrigado a quem pacientemente a sorrir me foi escutando, e corrigindo!

1 Comments:
E para quem pensava que não ia escrever nada,ora aqui vai...Foi uma noite simplesmente fantastica e não com paciência mas sim com a maior alegria que vivemos bons momentos com disparates ou não.Mas também te digo...se o copo não tivesse fundo tava bem tramado.
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