terça-feira, dezembro 11, 2007

Caminhando... pelas emoções (parte II)

« - O que estou a fazer agora (...) é desligar-me a mim próprio da experiência.
(...)
Sabes o que dizem os Budistas? Não te apegues às coisas, pois tudo é impermanente.
Mas , espera, disse eu. Não estás sempre a falar sobre expermientar a vida? Todas as emoções boas, assim como as más?
- Sim. (...) Mas o desapego não significa que não deixes a experiência penetrar em ti. Pelo contrário, deixa-a penetrar em ti totalmente. É assim que consegues largá-la. (...)
Pensa em qualquer emoção, a amor, ou desgosto por um ente amado, o medo e a dor de uma doença mortal. Se te prendes nas emoções, se não te permites vivê-las completamente, nunca podes desapegar-te, estás muito ocupado em ter medo. Tens medo da dor, tens medo do desgosto. Tens medo da vulnerabilidade que o amor implica.
"Mas, atirando-te a estas emoções, permitindo-te mergulhar nelas, completamente, até ao pescoço, mesmo, estás a vivê-las completa e totalmente. Sabes o que é a dor. Sabes o que é o amor. Sabes o que é o desgosto. E só depois poderás dizer "Está bem. Experimentei esta emoção. Reconheço esta emoção. Agora preciso de desapegar-me desta emoção por um momento." (...) Agora vou pôr essa emoção de lado, e saber que há outras emoções no mundo, e que as vou experimentar também"».

(in As Terças com Morrie)