sexta-feira, julho 03, 2009

Inexplicável o que vivemos aqui!


Com a Ana, que estava com uma directa mas com uma boa disposição super cool cinco horas e meia foi a totalidade da espera com a senha n.º 100.
Esperámos com toda a paciência, porque sim. Esperámos com longas conversas, com histórias, com acontecimentos.
No meio da espera ainda encontrei a Mafalda ao almoço. Encontrei a Prof. H.B com quem fiquei um bocadinho à conversa. E encontrei o Prof. M. Desde ontem que pensava em lhe enviar um mail. E foi muito melhor assim: encontrá-lo e poder ter-Lhe agradecido pessoalmente, Tudo: a disponibilidade, os seus conhecimentos e o seu saber, a força que me deu, e a sua preciosa ajuda que me desbloquou quando mais precisava - o insight que abre caminho!
E logo mais à noite, volto aqui a este espaço! E é bom voltar para uma noite que promete...
Volto a ler o que o Ricardo escreveu em Dezembro de 2008:
Vou passar uma vida toda a entender o que é isto, o teatro...
«Quando se inscrevem tantas incertezas na matéria real que nos ocupa, eis que surge a primeira centelha....
Urge dar voz a dois monstros que em pujante pretensão, propomos relativa cumplicidade...
Apenas porque o texto-palavra nos toca de forma particular, numa espécie de fado vadio de um certo Portugal, de um conjunto de referências estéticas e artísticas que comungamos inteiramente...
Torna-se assim em cousa pública, o sonho de dar vida a um espetáculo que paira as nossas cabeças há tempo bastante...
Arrisca-se o primeiro título "...Em que idade do coração se apaga o sorriso dos homens" (Al Berto)»
in singsingh.blogspot.com (devagar)
E hoje esse dia chegou e estou cheia de vontade de vos ver na vossa nova Peça de Teatro:
"Que um homem ama e odeia,
Ou é simplesmente indiferente,
Mas que tudo recomeça cada minuto que passa,
Disseram-lhe que nasceu uma criança,
Amanhã vai ao enterro de alguém,
Laços que fazem-se e desfazem-se dentro dele,
Segue sonhando a luz de um pirilampo ou de um farol,
Fica uma noite acordado ou a olhar para trás,
Há um sotão mágico onde vasculhar entre memórias,
Embora ele não saiba onde fica o sotão,
Acontece que ele existe e sobe-se para ele não se sabe como."
"O que diz Molero?" Dinis Machado