segunda-feira, junho 29, 2009

Mundos

Tens um ar cansado e pesado. A desilusão deixa-Te uma sombra no rosto, nos dias. Mas continuas a acreditar no que de melhor as pessoas têm, apesar de tudo. E continuas a encarar a vida de frente, embora com a mágoa que Te ensombra a alma, depois de tudo… A sinceridade a ser a qualidade que mais aprecias.

Entras à pressa e apressado, como sempre. Pareces-me mais hiperactivo do que todas as outras vezes. Imagino que não deves dormir há imensas horas e deves ter estado a beber coca-cola e a fumar algo estranho. Os teus olhos azuis hoje são impenetráveis. Mais uma vez, encontro-Te a andar de um lado para o Outro como é teu hábito. Apetece-me dizer-Te: PÁRA! Mais devagar… Mas na tua vida não existem stops. Como se assim fosse mais fácil esqueceres o que não queres lembrar.
E sais… a caminhar depressa… como se de Ti dependesse o amanhã voltar a acontecer.

Admiro-Te. Nunca pensei. Não sei como aconteceu. Mas há algo em Ti fascinante. A última vez que te vi daria uma imagem bonita se te tivesse fotografado. No meio da rua, com uma noite de chuva, matavas saudades de quem mais gostas. Ali debaixo de uma árvore, à sombra da chuva de uma maneira livre, mas ao mesmo tempo a demonstrares um enorme sentido de responsabilidade. E só quando há um amor assim é possível o que sacrificas, o que pões de lado, para poderes usufruir de momentos que tornas plenos… E isso é aquilo que mais gosto em Ti!

Conheço apenas uma parte de Ti. E esse é o lado Teu deslumbrante. Mas há outro, outro lado-cinza, impossível de descodificar, seja com que estilo de abordagem for. E isso cansa-me. E por isso mesmo não quero mais saber de o tentar descobrir.
Depois não sei se posso confiar ou não e isso também me irrita! Pareces-me uma pessoa demasiado diagonal.
Deixaste de me interessar quando deixei de saber o suficiente acerca da tua capacidade de verdade.