Enquanto a ouço tenho tempo para fotografar e pensar que
gosto de adormecer à noite e de madrugada com o "tilintar" da chuva nas janelas, com o som do sopro do vento e, ao acordar ver as gotas de água no lado de fora dos vidros!
A lama reavivou-me uma memória muito lá de trás. Lembro-me de há muitos anos ir com a minha mãe a casa de alguém que ela conhecia e quando lá chegámos, era uma casa com um campo/seara enorme por onde corriam os três filhos deste casal, eles muito pequenos nas suas blusas de malha, calças de ganga, e enfiados ainda em anoraks coloridos e botas até aos joelhos impermeáveis e cheias de lama... Na altura tive pena de já não ser tão pequena como eles e não poder desatar a correr. Passado algum tempo começou a chover e o pai foi chamá-los mas eles não queriam vir, e eu fiquei a vê-los a saltar, a brincar, a correr debaixo da chuva e a perdê-los de vista nesse campo...
Tive a honra de poder ter crescido no campo, na lama,na chuva, na praia e pouco tempo dentro de casa, andando de bicicleta, almoçando em casa dos vizinhos,crescendo à velocidade da vida
Também tive esse privilégio! E talvez por isso e já mais velha, esta e outras recordações, a lembrarem a minha própria infância e a criança feliz que fui... ;)
Com o meu pai, muitas vezes ia a uma pedreira, onde adorava, claro está, brincar na lama e na lama branca!
Sou a Maria João Pingarilho, tenho 35 anos. Por circunstâncias da vida moro em Lisboa. Sou natural de Estremoz e adoro esta cidade e particularmente o Alto Alentejo. Tenho uma filha, a M., companheira para toda uma viagem! A minha profissão permite-me uma interacção com o Outro muito especial e conhecer pessoas.
Este blog como tantos outros é inspirado naquilo em que acredito, e na vida!
7 Comments:
pessoalmente sou um filho da natureza, adoro andar à chuva, mergulhado em lama =)
Credo! Tá mais é para porco chuvinista... Acho que a chuva tem a sua poesia.
perspectivas..uns preferem exercitar o corpo e a mente junto da mãe na natureza
Tio calcaneo
A lama reavivou-me uma memória muito lá de trás. Lembro-me de há muitos anos ir com a minha mãe a casa de alguém que ela conhecia e quando lá chegámos, era uma casa com um campo/seara enorme por onde corriam os três filhos deste casal, eles muito pequenos nas suas blusas de malha, calças de ganga, e enfiados ainda em anoraks coloridos e botas até aos joelhos impermeáveis e cheias de lama... Na altura tive pena de já não ser tão pequena como eles e não poder desatar a correr. Passado algum tempo começou a chover e o pai foi chamá-los mas eles não queriam vir, e eu fiquei a vê-los a saltar, a brincar, a correr debaixo da chuva e a perdê-los de vista nesse campo...
Chuva e lama!
Mr. Menon
Gosto da emoção: "a chuva tem a sua poesia"!
Tive a honra de poder ter crescido no campo, na lama,na chuva, na praia e pouco tempo dentro de casa, andando de bicicleta, almoçando em casa dos vizinhos,crescendo à velocidade da vida
Fomos então crianças com muita sorte =)
Também tive esse privilégio! E talvez por isso e já mais velha, esta e outras recordações, a lembrarem a minha própria infância e a criança feliz que fui... ;)
Com o meu pai, muitas vezes ia a uma pedreira, onde adorava, claro está, brincar na lama e na lama branca!
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