George Clooney no seu melhor!
... mas onde eu queria chegar era aqui: como é que se relaciona com a ideia de vingança? E com a ideia de traição, uma vez que as maiores estrelas de cinema nunca são traídas e têm de ir buscar a representação a algum sítio? (risos)
Esta é fácil. Como é que eu reajo quando percebo que fui traído? Mato (risos). Não, agora a sério. Uma pessoa sentir que foi traída é mesmo um daqueles cantinhos escuros da alma em que não há prazer nenhum. Lugar mau. Acho que, nisso, toda a gente concorda. Se calhar é por isso que, como o Phil Seymour Hoffman diz em "Nos Idos de Março", a lealdade tem um valor acima de qualquer outra qualidade. Mentir é induzir alguém a um engano enorme. Se é coisa que detesto é uma pessoa mentir. Depois, claro, existem as mentiras insignificantes a que todos deitamos a mão.
Sabe se é bom a ler os sinais antes de lhe dizerem que foi traído?
A única coisa que sei é que não sou bom a gerir tudo com olhar microscópico. Ninguém consegue controlar todos os aspectos da sua própria vida. Haverá sempre algo que me escapa. É verdade que já tive umas surpresas. (...) Naturalmente que a solução é uma pessoa não confiar em absolutamente ninguém. Aí fica com garantias de que nunca será enganado. Eu gosto de, de vez em quando, arriscar. Mas confesso que já passei uns choques.
(...)
Se calhar é isso. Basta uma pessoa ir envelhecendo para fazer as pazes com as imperfeições da vida. Para mim, é simples: todos estes elementos, as imperfeições e as falhas, fazem parte do processo. Com uma diferença, no meu caso, que tenho de partilhar isso tudo com o resto do mundo. Não é fácil, mas tudo bem.

0 Comments:
Enviar um comentário
Links to this post:
Criar uma hiperligação
<< Home