C.
O C. era como que a mascote do serviço: cinco meses a cuidarmos do C. em estado vegetativo persistente, cinco meses a conversarmos com a esposa e o filho do C. que todos os dias o visitavam, cinco meses a falarmos com os médicos sobre o C.
O C. hoje tinha alta do nosso serviço, sendo transferido para outra Instituição.
Morreu ontem, o C., ao fim de cinco longos meses de sofrimento.
“O C. foi sempre um homem bom”. Nunca vamos esquecer o C., também! Nem a prova de amor desta família até ao fim… amar alguém incondicionalmente, sempre e para todo um sempre... eternamente.

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